O Grande Conflito - EGW

390 O Grande Conflito o menor no reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos Céus.” Mateus 5:17-19 . É fato geralmente admitido por protestantes que as Escrituras não autorizam em nenhuma parte a mudança do sábado. Isto se acha plenamente declarado nas publicações editadas pela Socie- dade Americana de Tratados e pela União Americana das Escolas Dominicais. Uma dessas obras reconhece “o completo silêncio do Novo Testamento no que respeita a um mandamento explícito para o domingo ou a regras definidas para a sua observância.” — The Abiding Sabbath, Jorge Elliot. Outra diz: “Até ao tempo da morte de Cristo nenhuma mudança havia sido feita no dia” (O Dia do Senhor, A. E. Waffle); e, “pelo que se depreende do relato sagrado, eles [os apóstolos] não deram ... nenhum mandamento explícito ordenando o abandono de repouso do sétimo dia, e sua observância no primeiro dia da semana.” — Ibidem. Os católicos romanos reconhecem que a mudança do sábado foi feita pela sua igreja, e declaram que os protestantes, observando o [448] domingo, estão reconhecendo o poder desta. No “Catecismo Cató- lico da Religião Cristã”, em resposta a uma pergunta sobre o dia a ser observado em obediência ao quarto mandamento, faz-se esta decla- ração: “Enquanto vigorou a antiga lei, o sábado era o dia santificado, mas a igreja, instruída por Jesus Cristo, e dirigida pelo Espírito de Deus, substituiu o sábado pelo domingo; assim, santificamos agora o primeiro dia, e não o sétimo dia. Domingo quer dizer, e agora é, dia do Senhor.” Como sinal da autoridade da Igreja Católica, os escritores roma- nistas citam “o próprio ato da mudança do sábado para o domingo, que os protestantes admitem; ... porque, guardando o domingo, re- conhecem o poder da igreja para ordenar dias santos e impor sua observância sob pena de incorrer em pecado.” — Resumo da Dou- trina Cristã, H. Tuberville. Que é, pois, a mudança do sábado senão o sinal da autoridade da Igreja de Roma ou “o sinal da besta”? A igreja de Roma não renunciou a suas pretensões à supremacia; e, se o mundo e as igrejas protestantes aceitam um dia de repouso de sua criação, ao mesmo tempo em que rejeitam o sábado bíblico, acatam virtualmente estas pretensões. Podem alegar a autoridade da tradição e dos pais da igreja para a mudança, mas, assim fazendo,

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