O Grande Conflito - EGW

288 O Grande Conflito saber qual meu dever para com o mundo, em face da evidência que comovera a meu próprio espírito.” — Bliss. Não pôde deixar de sentir que era seu dever comunicar a outros a luz que tinha recebido. Esperava encontrar oposição por parte dos ímpios, mas confiava em que todos os cristãos se regozijariam na esperança de ver o Salvador, a quem professavam amar. Seu único temor era que, em sua grande alegria ante a perspectiva do glorioso livramento, a consumar-se tão breve, muitos recebessem a doutrina sem examinar suficientemente as Escrituras em demonstração de sua verdade. Portanto, hesitou em apresentá-la, receando que estivesse em erro, e fosse, assim, o meio de transviar a outros. Foi levado, desta maneira, a rever as provas em apoio das conclusões a que chegara, e a considerar cui- dadosamente toda dificuldade que se lhe apresentava ao espírito. Viu que as objeções se desvaneciam ante a luz da Palavra de Deus, como a névoa diante dos raios do Sol. Cinco anos despendidos desta maneira, deixaram-no completamente convicto da correção de suas opiniões. E agora o dever de tornar conhecido a outros o que cria ser ensinado tão claramente nas Escrituras, impunha-se-lhe com nova força. “Quando me achava em minha ocupação”, disse ele, “soava continuamente em meu ouvido: ‘Vai falar ao mundo sobre o perigo que o ameaça.’ Ocorria-me constantemente esta passagem: ‘Se Eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares para desviar o ímpio de seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, mas o seu sangue Eu o demandarei da tua mão. Mas, quando tu tiveres falado para desviar o ímpio do seu caminho, para que se converta dele, e ele se não converter de seu caminho, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma.’ Ezequiel 33:8, 9 . Compreendi que, se os ímpios pudessem ser devidamente advertidos, multidões deles se arrependeriam; e que, se eles não fossem avisados, seu sangue poderia ser exigido de minha mão.” — Bliss. Começou ele a apresentar suas opiniões em particular, quando se lhe oferecia oportunidade, orando para que algum pastor pudesse sentir a força das mesmas e dedicar-se à sua promulgação. Mas não [331] pôde banir a convicção de que tinha um dever pessoal a cumprir, em fazer a advertência. Ocorriam-lhe sempre ao espírito as palavras: “Vai dizê-lo ao mundo; seu sangue requererei de tuas mãos.” Durante

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