O Grande Conflito - EGW

Os príncipes amparam a verdade 181 que, no momento, se encontra exposto ao gume da espada e à cólera de Satanás, e ore.” — D’Aubigné. Novamente, em data posterior, referindo-se à aliança sugerida pelos príncipes reformados, Lutero declarou que a única arma em- pregada nesta luta deveria ser “a espada do Espírito.” Escreveu ao eleitor da Saxônia: “Não podemos perante nossa consciência apro- var a aliança proposta. Morreríamos dez vezes de preferência a ver nosso evangelho fazer derramar uma gota de sangue. Nossa parte é sermos semelhantes a cordeiros no matadouro. Temos de tomar a cruz de Cristo. Seja Vossa Alteza sem temor. Faremos mais com as nossas orações do que todos os nossos inimigos com sua jactância. Tão-somente não sejam vossas mãos manchadas com o sangue de irmãos. Se o imperador exigir que sejamos entregues aos seus tribu- nais, estamos prontos a comparecer. Não podeis defender a nossa fé: cada um deve crer com seu próprio risco e perigo.” — D’Aubigné. [210] Do local secreto da oração proveio o poder que abalou o mundo na grande Reforma. Ali, com santa calma, os servos do Senhor colocaram os pés sobre a rocha de Suas promessas. Durante a luta em Augsburgo, Lutero “não passou um dia sem dedicar três horas pelo menos à oração, e eram horas escolhidas dentre as mais favoráveis ao estudo.” Na intimidade de sua recâmara era ele ouvido a derramar sua alma perante Deus em palavras “cheias de adoração, temor e esperança, como quando alguém fala a um amigo.” “Eu sei que Tu és nosso Pai e nosso Deus”, dizia ele, “e que dispersarás os perseguidores de Teus filhos; pois Tu mesmo corres perigo conosco. Toda esta causa é Tua, e é unicamente constrangidos por Ti que lançamos mãos à mesma. Defende-nos, pois, ó Pai!” — D’Aubigné. A Melâncton, que se achava aniquilado sob o peso da ansiedade e temor, ele escreveu: “Graça e paz em Cristo — em Cristo, digo eu, e não no mundo. Amém. Odeio com ódio enorme esses extremos cuidados que vos consomem. Se a causa é injusta, abandonai-a; se a causa é justa, porque desmentiríamos as promessas dAquele que nos manda dormir sem temor?... Cristo não faltará à obra de justiça e verdade. Ele vive, Ele reina; que temor, pois, poderemos ter?” — D’Aubigné. Deus ouviu os clamores de Seus servos. Deu aos príncipes e ministros graça e coragem para manterem a verdade contra os do- minadores das trevas deste mundo. Diz o Senhor: “Eis que ponho

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