O Grande Conflito - EGW
180 O Grande Conflito o dizeis, estão com as Escrituras, e nós nos achamos fora delas.” — D’Aubigné. Alguns dos príncipes da Alemanha foram ganhos para a fé re- formada. O próprio imperador declarou que os artigos protestantes não eram senão a verdade. A Confissão foi traduzida para muitas línguas, e circulou por toda a Europa; e tem sido, em sucessivas gerações, aceita por milhões como a expressão de sua fé. Os fiéis servos de Deus não estavam labutando sós. Enquanto “principados”, “potestades” e “hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais” se coligavam contra eles, o Senhor não Se esque- cia de Seu povo. Se pudessem seus olhos abrir-se, teriam visto uma prova da presença e auxílio divinos, tão assinalada como fora conce- dida aos profetas de outrora. Quando o servo de Eliseu mostrou a seu senhor o exército hostil que os cercava, excluindo toda possibilidade de escape, o profeta orou: “Senhor, peço-Te que lhe abras os olhos para que veja.” 2 Reis 6:17 . E eis que a montanha estava cheia de carros e cavalos de fogo, o exército do Céu estacionado para proteger o homem de Deus. Desta maneira guardaram os anjos os obreiros na causa da Reforma. [209] Um dos princípios mais firmemente mantidos por Lutero era que não deveria haver recurso ao poder secular em apoio da Reforma, e, tampouco, apelo às armas para a sua defesa. Regozijava-se de que o evangelho fosse professado por príncipes do império; mas, quando se propusera unir-se em uma liga defensiva, declarou que “a doutrina do evangelho seria defendida por Deus somente. ... Quanto menos o homem se entremetesse na obra, mais surpreendente seria a intervenção de Deus em prol da mesma. Todas as precauções polí- ticas sugeridas eram, em sua opinião, atribuíveis ao temor indigno e à pecaminosa desconfiança.” — D’Aubigné. Quando poderosos adversários se estavam unindo para destruir a fé reformada, e milhares de espadas pareciam prestes a desembai- nhar-se contra ela, Lutero escreveu: “Satanás está exercendo a sua fúria; ímpios pontífices estão conspirando; e nós somos ameaçados de guerra. Exortai o povo a contender valorosamente perante o trono do Senhor, pela fé e oração, de modo que nossos inimigos, vencidos pelo Espírito de Deus, possam ser constrangidos à paz. Nossa prin- cipal necessidade, nosso trabalho principal, é a oração; saiba o povo
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