Contagem Regressiva - Livro do ano de 2026

57 A Batalha do Armagedom O grande conflito entre Satanás e Deus se prolongou ao longo dos séculos, chegando à igreja. O diabo perseguiu Jesus e o Seu povo por meio de Herodes e dos imperadores romanos. Quando viu que esse método não tinha êxito, mudou de estratégia: começou a misturar as verdades bíblicas com as tradições pagãs. Desse modo, entraram no seio da igreja doutrinas que nunca tiveram fundamento bíblico. Depois o inimigo usou essa igreja contaminada com o paganismo para perseguir os fiéis que insistiam em adorar o único e verdadeiro Deus e em obedecer à Sua Palavra. Foram 1.260 anos de perseguição, ao fim dos quais a estratégia do inimigo mudou novamente. Dessa vez, levantou o racionalismo ateu para tentar abolir qualquer forma de religião. No século 18, a Revolução Francesa estabeleceu um marco histórico do projeto iluminista de supe- rar e anular a religião. Em seu período de maior radicalização, a religião foi abolida e Bíblias foram queimadas em praça pública. Em meio à per- seguição, porém, o verdadeiro povo de Deus se fortalecia. Em nossos dias, o inimigo de Deus está usando a estratégia que tal- vez seja a mais eficaz para o seu propósito: o secularismo e o cristianis- mo descompromissado. Para a mentalidade atual, Deus deixou de ser o Deus pessoal e passou a ser apenas uma “energia” ou um adesivo que se coloca no carro. Deixou de ser visto como o soberano Criador do céu e da terra que merece adoração e obediência. As pessoas dizem acreditar em Deus, mas não se comprometem com Ele. Vivem como se Deus não exis- tisse. Ditam as próprias regras e estabelecem seu código moral. UMA GUERRA ESPIRITUAL A grande batalha do Armagedom não se refere a uma guerra políti- ca entre o Oriente e o Ocidente, seja por causa do petróleo do Oriente Médio ou por algum outro motivo. O Armagedom é a última batalha na luta histórica entre o bem e o mal, assinalando o retorno de Cristo como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele é o verdadeiro rei que vem do Oriente após o secamento simbólico do Eufrates (ver Apocalipse 7:2), uma referência à queda da Babilônia histórica que, em Apocalipse 16:12, representa o colapso da Babilônia espiritual do tempo do fim. Portanto, a guerra do Armagedom não será um conflito com drones e bombas. Será uma guerra de natureza espiritual. Nas batalhas espirituais

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