O Grande Conflito - EGW

Aproxima-se o tempo de angústia 537 esta minoria seja objeto de ódio universal. Insistir-se-á em que os poucos que permanecem em oposição a uma instituição da igreja e lei do Estado, não devem ser tolerados; que é melhor que eles sofram do que nações inteiras sejam lançadas em confusão e ilega- lidade. O mesmo argumento, há mil e oitocentos anos, foi aduzido contra Cristo pelos “príncipes do povo.” “Convém”, disse o astu- cioso Caifás, “que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação.” João 11:50 . Este argumento parecerá conclusivo; e expedir-se-á, por fim, um decreto contra os que santificam o sábado do quarto mandamento, denunciando-os como merecedores do mais severo castigo, e dando ao povo liberdade para, depois de certo tempo, matá-los. O romanismo no Velho Mundo, e o protestantismo [616] apóstata no Novo, adotarão uma conduta idêntica para com aqueles que honram todos os preceitos divinos. O povo de Deus será então imerso naquelas cenas de aflição e angústia descritas pelo profeta como o tempo de angústia de Jacó. “Assim diz o Senhor: Ouvimos uma voz de tremor, de temor mas não de paz. ... Por que se têm tornado macilentos todos os rostos? Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! e é tempo de angústia para Jacó; ele porém será livrado dela.” Jeremias 30:5-7 . A noite de angústia de Jacó, quando lutou em oração para obter livramento da mão de Esaú ( Gênesis 32:24-30 ), representa a ex- periência do povo de Deus no tempo de tribulação. Por causa do engano praticado a fim de conseguir a bênção de seu pai, destinada a Esaú, havia Jacó fugido para salvar a vida, alarmado pelas ameaças de morte feitas por seu irmão. Depois de ficar muitos anos como exilado, pôs-se a caminho, por ordem de Deus, para voltar com suas mulheres e filhos, rebanhos e gado, ao país natal. Chegando às fron- teiras da terra, encheu-se de terror com as notícias da aproximação de Esaú à frente de um bando de guerreiros, indubitavelmente de- terminado à vingança. A multidão de Jacó, desarmada e indefesa, parecia prestes a cair desamparadamente como vítima da violência e morticínio. E ao fardo de ansiedade e temor acrescentou-se o peso esmagador da reprovação de si próprio; pois que era o seu pecado que acarretara este perigo. Sua única esperança estava na misericór- dia de Deus; sua defesa única deveria ser a oração. Todavia, nada deixa de sua parte por fazer a fim de expiar a falta para com seu ir-

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