O Grande Conflito - EGW

512 O Grande Conflito seu domínio, privando-o das Escrituras, recorre a outros meios para realizar o mesmo objetivo. Destruir a fé na Bíblia serve tão bem a seu propósito como o destruir a própria Bíblia. Introduzindo a crença de que a lei de Deus não mais vigora, leva os homens à transgressão, de um modo tão eficaz como se fossem completamente ignorantes acerca de seus preceitos. E hoje, como nos séculos passados, está a operar mediante a igreja a fim de favorecer os seus desígnios. As organizações religiosas da época têm recusado ouvir as verdades impopulares claramente apresentadas nas Escrituras, e, combatendo- as, adotaram interpretações e assumiram atitudes que têm espalhado largamente as sementes do ceticismo. Apegando-se ao erro papal da imortalidade natural e consciência do homem na morte, rejeita- [587] ram a única defesa contra os enganos do espiritismo. A doutrina do tormento eterno tem levado muitos a descrer da Escritura Sagrada. E, ao insistir-se com o povo acerca das reivindicações do quarto mandamento, verifica-se que a observância do sábado do sétimo dia é ordenada; e, como único meio de livrar-se de um dever que não estão dispostos a cumprir, declaram muitos ensinadores populares que a lei de Deus não mais está em vigor. Repelem, assim, a lei e o sábado juntamente. À medida que se estende a obra da reforma do sábado, esta rejeição da lei divina para evitar as reivindicações do quarto mandamento se tornará quase universal. Os ensinos dos dirigentes religiosos abriram a porta à incredulidade, ao espiritismo e ao desdém para com a santa lei de Deus; e sobre esses dirigentes repousa a terrível responsabilidade pela iniqüidade que existe no mundo cristão. Todavia esta mesma classe apresenta a alegação de que a cor- rupção que rapidamente se alastra é atribuível em grande parte à profanação do descanso dominical, e que a imposição da obser- vância do domingo melhoraria grandemente a moral da sociedade. Insiste-se nisto especialmente na América do Norte, onde a doutrina do verdadeiro sábado tem sido mais amplamente pregada. Ali, a obra da temperança, uma das mais preeminentes e importantes das reformas morais, acha-se freqüentemente combinada com o movi- mento em favor do descanso dominical, e os defensores do último agem como se estivessem a trabalhar a fim de promover os mais elevados interesses da sociedade; e os que se recusam a unir-se a eles são denunciados como inimigos da temperança e reforma. Mas

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