O Grande Conflito - EGW

510 O Grande Conflito Seria muito mais razoável que nações abolissem seus estatutos e permitissem ao povo fazer o que lhe aprouvesse, do que o Governa- dor do Universo anular Sua lei e deixar o mundo sem uma norma para condenar o culpado ou justificar o obediente. Qual seria o re- sultado de abolir a lei de Deus? A experiência já foi feita. Terríveis foram as cenas perpetradas na França quando o ateísmo se tornou o poder dirigente. Demonstrou-se então ao mundo que sacudir as restrições estabelecidas por Deus corresponde a aceitar o governo do mais cruel dos tiranos. Quando a norma da justiça é posta de lado, abre-se o caminho ao príncipe do mal para estabelecer seu poder na Terra. Quando quer que os preceitos divinos sejam rejeitados, o pecado deixa de parecer repelente, ou a justiça desejável. Os que se recusam a sujeitar-se ao governo de Deus, são de todo inaptos para se gover- narem a si próprios. Mediante seus perniciosos ensinos, implanta-se o espírito de rebeldia no coração das crianças e jovens, por natureza adversos à disciplina, tendo isso como resultado a ilegalidade e des- regramento, na sociedade. Ao mesmo tempo em que escarnecem da credulidade dos que obedecem aos preceitos de Deus, as multidões avidamente . aceitam os enganos de Satanás. Dão rédeas à concupiscência, e [585] praticam os pecados que atraíram juízos sobre os ímpios. Os que ensinam o povo a considerar com leviandade os manda- mentos de Deus, semeiam desobediência para colherem desobediên- cia. Rejeite-se completamente a restrição imposta pela lei divina, e as leis humanas logo serão desatendidas. Visto que Deus proíbe as práticas desonestas: a cobiça, a mentira, a fraude, os homens estão prontos a desprezar os Seus estatutos como estorvo à prosperidade mundana; não se dão conta, porém, dos resultados que adviriam de banir os preceitos divinos. Se a lei não estivesse em vigor, por que temer transgredi-la? A propriedade não mais estaria segura. Os homens obteriam pela violência as posses de seus semelhantes; e o mais forte se tornaria o mais rico. A própria vida não seria respeitada. O voto matrimonial não mais permaneceria como o baluarte sagrado para proteger a família. O que tivesse forças tomaria, se o quisesse, pela violência, a esposa de seu próximo. O quinto mandamento seria posto de parte, juntamente com o quarto. Filhos não recuariam de tirar a vida a seus pais, se assim fazendo, pudessem satisfazer ao

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