O Grande Conflito - EGW

Ameaça à consciência 503 nona, mas resolvera deixá-la de lado até segunda-feira, encontrou-a no dia seguinte transformada em pães e estava cozida pelo poder divino. Um homem que cozeu o pão depois da hora nona no sábado, [577] achou, ao parti-lo na manhã seguinte, que do mesmo saía sangue. Por meio de tais invencionices absurdas e supersticiosas, esforçaram- se os defensores do domingo por estabelecer a santidade deste. — Anais, de Roger de Hoveden. Na Escócia, assim como na Inglaterra, conseguiu-se considera- ção maior pelo domingo, unindo-se-lhe uma parte do antigo sábado. Mas o tempo que se exigia fosse santificado, variava. Um edito do rei da Escócia declarou que “se deveria considerar santo desde o meio- dia de sábado”, e que ninguém, desde aquela hora até segunda-feira de manhã, deveria ocupar-se em trabalhos seculares. — Diálogos Sobre o Dia do Senhor, de Morer. Mas, apesar de todos os esforços para estabelecer a santidade do domingo, os próprios romanistas publicamente confessavam a autoridade divina do sábado, e a origem humana da instituição pela qual foi ele suplantado. No século XVI, um concílio papal decla- rou francamente: “Lembrem-se todos os cristãos de que o sétimo dia foi consagrado por Deus, recebido e observado, não somente pelos judeus mas por todos os outros que pretendiam adorar a Deus, embora nós, os cristãos, tenhamos mudado o Seu sábado para o dia do Senhor (domingo).” — Ibidem. Os que estavam a se intrometer com a lei divina, não ignoravam o caráter de sua obra. Achavam-se deliberadamente colocando-se acima de Deus. Exemplo notável da política de Roma para com os que dela discordavam, foi dado na longa e sanguinolenta perseguição dos valdenses, alguns dos quais eram observadores do sábado. Outros sofreram de modo semelhante pela sua fidelidade para com o quarto mandamento. A história das igrejas da Etiópia é especialmente significativa. Em meio das trevas da Idade Média, os cristãos da África Central foram perdidos de vista e esquecidos pelo mundo, e durante muitos séculos gozaram liberdade no exercício de sua fé. Mas finalmente Roma soube de sua existência, e o imperador da Etiópia foi logo induzido a reconhecer o papa como vigário de Cristo. Seguiram-se outras concessões. Foi promulgado um edito proibindo [578] a observância do sábado, sob as mais severas penas. — História Eclesiástica da Etiópia, de Michael Geddes. Mas a tirania papal se

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