O Grande Conflito - EGW
É o homem imortal? 479 disto deu certeza a todos, ressuscitando-O dos mortos.” Atos 17:31 . Aqui o apóstolo terminantemente declara que um tempo específico, então no futuro, fora fixado para o juízo do mundo. Judas se refere ao mesmo tempo: “Aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão, e em prisões eternas, até ao juízo daquele grande dia.” E cita ainda as palavras de Enoque: “Eis que é vindo o Senhor com milhares de Seus santos; para fazer juízo contra todos.” Jud. 6, 14 [549] e 15. João declara ter visto “os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono; e abriram-se os livros; ... e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros.” Apocalipse 20:12 . Se, porém, os mortos já estão gozando a bem-aventurança celes- tial, ou contorcendo-se nas chamas do inferno, que necessidade há de um juízo futuro? Os ensinos da Palavra de Deus acerca destes importantes pontos, não são obscuros nem contraditórios; podem ser compreendidos pela mente comum. Mas que espírito imparcial pode ver sabedoria ou justiça na teoria corrente? Receberão os justos, depois da investigação de seu caso no juízo, este elogio: “Bem está, servo bom e fiel. ... Entra no gozo do teu Senhor” ( Mateus 25:21 ), quando eles estiveram morando em Sua presença, talvez durante longos séculos? São os ímpios convocados do lugar do tormento, para receberem esta sentença do Juiz de toda a Terra: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno”? Mateus 25:41 . Oh! sarcasmo solene! vergonhoso obstáculo à sabedoria e justiça de Deus! A teoria da imortalidade da alma foi uma das falsidades que Roma tomou emprestadas do paganismo, incorporando-a à religião da cristandade. Martinho Lutero classificou-a entre as “monstruosas fábulas que fazem parte do monturo romano dos decretos.” — O Problema da Imortalidade, de E. Petavel. Comentando as palavras de Salomão no Eclesiastes, de que os mortos não sabem coisa nenhuma, diz o reformador: “Outro passo provando que os mortos não têm. ... sentimento. Não há ali”, diz ele, “deveres, ciência, conhecimento, sabedoria. Salomão opinou que os mortos estão a dormir, e nada sentem absolutamente. Pois os mortos ali jazem, não levando em conta nem dias nem anos; mas, quando despertarem, parecer-lhes- á haver dormido apenas um minuto.” — Exposição do Livro de Salomão, Chamado Eclesiastes, de Lutero.
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