O Grande Conflito - EGW

466 O Grande Conflito em fazer bem, procuram glória, e honra e incorrupção”, receberão “vida eterna.” Romanos 2:7 . O único que prometeu a Adão vida em desobediência foi o grande enganador. E a declaração da serpente a Eva, no Éden — “Certamente não morrereis” — foi o primeiro sermão pregado acerca da imortalidade da alma. Todavia, esta declaração, repousando ape- nas na autoridade de Satanás, ecoa dos púlpitos da cristandade, e é recebida pela maior parte da humanidade tão facilmente como o foi pelos nossos primeiros pais. À sentença divina: “A alma que pecar, essa morrerá” ( Ezequiel 18:20 ), é dada a significação: A alma que pecar, essa não morrerá, mas viverá eternamente. Não pode- mos senão nos admirar da estranha fatuidade que tão crédulos torna os homens com relação às palavras de Satanás, e incrédulos com respeito às palavras de Deus. Houvesse ao homem sido permitido franco acesso à árvore da [534] vida, após a sua queda, e teria ele vivido para sempre, sendo assim imortalizado o pecado. Querubins e uma espada chamejante, po- rém, guardavam “o caminho da árvore da vida” ( Gênesis 3:24 ), e a nenhum membro da família de Adão foi permitido passar aquela bar- reira e participar do fruto doador da vida. Não há, portanto, pecador algum imortal. Mas, depois da queda, Satanás ordenou a seus anjos que fizessem um esforço especial a fim de inculcar a crença da imortalidade inerente do homem; e, tendo induzido o povo a receber este erro, deveriam levá-lo a concluir que o pecador viveria em estado de eterna miséria. Agora o príncipe das trevas, operando por meio de seus agentes, representa a Deus como um tirano vingativo, declarando que Ele mergulha no inferno todos os que não Lhe agradam, e faz com que sempre sintam a Sua ira; e que, enquanto sofrem angústia indizível, e se contorcem nas chamas eternas, Seu Criador para eles olha com satisfação. Assim o príncipe dos demônios reveste com seus próprios atri- butos ao Criador e Benfeitor da humanidade. A crueldade é satânica. Deus é amor: e tudo quanto criou era puro, santo e formoso, até o pe- cado ser introduzido pelo primeiro grande rebelde. Satanás mesmo é o inimigo que tenta o homem a pecar, e então o destrói, se o pode fazer; e, ao se ter assenhoreado de sua vítima, exulta na ruína que efetuou. Se lhe fosse permitido, colheria o gênero humano todo em

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