O Grande Conflito - EGW

Os ardis de Satanás 457 contra o engano. Satanás está pronto para suprir o desejo do coração, e apresenta seus ardis em lugar da verdade. Foi assim que o papado alcançou seu poderio sobre o entendimento dos homens; e, pela rejeição da verdade, visto implicar ela em uma cruz, os protestantes estão seguindo o mesmo caminho. Todos os que negligenciam a Palavra de Deus a fim de estudarem conveniências e expedientes para que se não achem em desacordo com o mundo, serão deixados a acolher condenável heresia em lugar de verdade religiosa. Toda forma imaginável de erro será aceita pelos que voluntariamente rejeitam a verdade. Quem olha com horror para um engano, receberá facilmente outro. O apóstolo Paulo, falando de uma classe de pessoas que “não receberam o amor da verdade para se salvarem”, declara: “Por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a [524] mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade.” 2 Tessalonicenses 2:10-12 . Com tal advertência diante de nós, cumpre-nos estar de sobreaviso a respeito de quais doutrinas recebemos. Entre as operações de maior êxito do grande enganador, encon- tram-se os ensinos ilusórios e prodígios de mentira do espiritismo. Disfarçado em anjo de luz, estende suas redes onde menos se es- pera. Se os homens tão-somente estudassem o Livro de Deus com fervorosa oração a fim de o poderem compreender, não seriam dei- xados em trevas, à mercê das doutrinas falsas. Mas, rejeitando eles a verdade, são presa da ilusão. Outro erro perigoso é a doutrina que nega a divindade de Cristo, pretendendo que Ele não tivera existência antes de Seu advento a este mundo. Esta teoria é recebida com favor por uma vasta classe que professa crer na Escritura Sagrada; diretamente contradiz, todavia, as mais compreensíveis declarações de nosso Salvador com respeito à Sua relação com o Pai, Seu caráter divino e Sua preexistência. Não pode ser entretida sem a mais injustificada violência às Escrituras. Não somente rebaixa as concepções do homem acerca da obra da redenção, mas solapa a fé na Bíblia como revelação de Deus. Ao mesmo tempo que isto a torna mais perigosa, torna-a também mais difícil de ser enfrentada. Se os homens rejeitam o testemunho das Escrituras inspiradas concernente à divindade de Cristo, é em vão argüir com eles sobre este ponto; pois nenhum argumento, por mais conclusivo, poderia convencê-los. “O homem natural não compre-

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