O Grande Conflito - EGW
408 O Grande Conflito transgrediu, e fé em Cristo, seu sacrifício expiatório. Obtém assim “remissão dos pecados passados”, e se torna participante da natureza divina. É filho de Deus, tendo recebido o espírito de adoção, pelo qual clama: “Aba, Pai!” Estaria agora na liberdade de transgredir a lei de Deus? Diz Paulo: “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.” “Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” E João declara: “Esta é a caridade de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; e os Seus mandamentos não são pesados.” Romanos 3:31 ; 6:2 ; 1 João 5:3 . No novo nascimento o coração é posto em harmonia com Deus, ao colocar-se em con- formidade com a Sua lei. Quando esta poderosa transformação se efetua no pecador, passou ele da morte para a vida, do pecado para a santidade, da transgressão e rebelião para a obediência e lealdade. Terminou a velha vida de afastamento de Deus, começando a nova vida de reconciliação, de fé e amor. Então, “a justiça da lei” se cum- pre “em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Romanos 8:4 . E a linguagem da alma será: “Oh! quanto amo a Tua lei! é a minha meditação em todo o dia.” Salmo 119:97 . “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma.” Salmo 19:7 . Sem a lei os homens não têm uma concepção justa da pureza e santidade de Deus, ou da culpa e impureza deles mesmos. Não têm verdadeira convicção do pecado, e não sentem necessidade de arrependimento. Não vendo a sua condição perdida, como transgressores da lei de Deus, não se compenetram da necessidade do sangue expiatório de Cristo. A esperança de salvação é aceita sem a mudança radical do coração ou reforma da vida. São assim abundantes as conversões superficiais, e unem-se às igrejas multidões que nunca se uniram a Cristo. [469] Outrossim, teorias errôneas sobre a santificação, procedentes da negligência ou rejeição da lei divina, ocupam lugar preeminente nos movimentos religiosos da época. Essas teorias não somente são falsas no que respeita à doutrina, mas também perigosas nos resultados práticos; e o fato de que estejam tão geralmente alcan- çando aceitação, torna duplamente essencial que todos tenham clara compreensão do que as Escrituras ensinam a tal respeito. A verdadeira santificação é doutrina bíblica. O apóstolo Paulo, em carta à igreja de Tessalônica, declara: “Esta é a vontade de
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