O Grande Conflito - EGW

O santuário celestial, centro de nossa esperança 363 e foi-lhe dado muito incenso para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono.” Apocalipse 8:3 . Foi permitido ao profeta contemplar o primeiro compartimento do santuário celestial; e viu ali as “sete lâmpadas de fogo”, e o “altar [415] de ouro”, representados pelo castiçal de ouro e altar de incenso, do santuário terrestre. De novo, “abriu-se no Céu o templo de Deus” ( Apocalipse 11:19 ), e ele olhou para dentro do véu interior, ao lu- gar santíssimo. Ali viu “a arca do Seu concerto”, representada pelo receptáculo sagrado, construído por Moisés, para guardar a lei de Deus. Assim, os que estavam a estudar o assunto encontraram prova indiscutível da existência de um santuário no Céu. Moisés fez o santuário terrestre segundo o modelo que lhe foi mostrado. Paulo ensina que aquele modelo era o verdadeiro santuário que está no Céu. E João dá testemunho de que o viu no Céu. No templo celestial, morada de Deus, acha-se o Seu trono, es- tabelecido em justiça e juízo. No lugar santíssimo está a Sua lei, a grande regra da justiça, pela qual a humanidade toda é provada. A arca que encerra as tábuas da lei se encontra coberta pelo propici- atório, diante do qual Cristo, pelo Seu sangue, pleiteia em prol do pecador. Assim se representa a união da justiça com a misericórdia no plano da redenção humana. Somente a sabedoria infinita poderia conceber esta união, e o poder infinito realizá-la; é uma união que en- che o Céu todo de admiração e adoração. Os querubins do santuário terrestre, olhando reverentemente para o propiciatório, representam o interesse com que a hoste celestial contempla a obra da redenção. Este é o mistério da misericórdia a que os anjos desejam atentar: que Deus pode ser justo, ao mesmo tempo em que justifica o pecador arrependido e renova Suas relações com a raça decaída; que Cristo pode humilhar-Se para erguer inumeráveis multidões do abismo da ruína e vesti-las com as vestes imaculadas de Sua própria justiça, a fim de se unirem aos anjos que jamais caíram e habitarem para sempre na presença de Deus. A obra de Cristo como intercessor do homem é apresentada na bela profecia de Zacarias, relativa Aquele, “cujo nome é Renovo.” Diz o profeta: “Ele mesmo edificará o templo do Senhor, e levará [416] a glória, e assentar-Se-á, e dominará no Seu trono, e será sacerdote

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