O Grande Conflito - EGW
322 O Grande Conflito Por toda parte se ouvia o penetrante testemunho, advertindo os pecadores, tanto mundanos como membros da igreja, a fugirem da ira vindoura. Quais João Batista, o precursor de Cristo, os pregado- res punham o machado à raiz da árvore, e com todos insistiam em que produzissem frutos dignos de arrependimento. Seus fervorosos apelos achavam-se em evidente contraste com as afirmações de paz e segurança que se ouviam dos púlpitos populares; e, onde quer que a mensagem fosse apresentada, comovia o povo. O simples e direto testemunho das Escrituras, levado ao coração pelo poder do Espírito Santo, comunicava-lhes um peso de convicção a que poucos eram capazes de resistir inteiramente. Os que professavam a religião eram despertos de sua falsa segurança. Viam sua apostasia, mundanidade e incredulidade, seu orgulho e egoísmo. Muitos buscavam o Senhor com arrependimento e humilhação. Fixavam agora no Céu as afei- ções que durante tanto tempo se haviam apegado às coisas terrenas. O Espírito de Deus repousava sobre eles, e, com coração abrandado e subjugado, uniam-se para fazer soar o clamor: “Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo.” Pecadores, chorando, perguntavam: “Que devo fazer para me salvar?” Aqueles, cuja vida tinha sido assinalada pela desonestidade, estavam ansiosos por fazer a devida restituição. Todos os que en- contravam paz em Cristo anelavam ver outros participarem desta bênção. O coração dos pais se convertia aos filhos, e o dos filhos aos pais. As barreiras do orgulho e reserva foram varridas. Fize- ram-se confissões sinceras, e os membros da família trabalhavam pela salvação dos mais queridos e dos que mais perto se achavam. Freqüentemente se ouvia a voz de fervorosa intercessão. Por toda parte havia almas em profunda angústia, lutando com Deus. Mui- tos passavam em oração a noite toda para obter a certeza de que seus pecados estavam perdoados, ou pela conversão dos parentes ou vizinhos. Todas as classes se congregavam nas reuniões adventistas. Ricos e pobres, grandes e humildes, achavam-se, por vários motivos, an- siosos por ouvir, por si mesmos, a doutrina do segundo advento. O [370] Senhor detinha o espírito de oposição enquanto Seus servos explica- vam as razões de sua fé. Algumas vezes o instrumento era fraco; mas o Espírito de Deus dava poder a Sua verdade. Sentia-se a presença dos santos anjos nessas assembléias, e muitos eram diariamente
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