O Grande Conflito - EGW
Luz para os nossos dias 307 “trazer muitos filhos à glória”, alegria indizível, “eterno peso de glória”, com que, diz Paulo, “nossa leve e momentânea tribulação” não é para ser comparada. A experiência dos discípulos que pregaram “o evangelho do reino” no primeiro advento de Cristo, teve seu paralelo na experi- ência dos que proclamaram a mensagem de Seu segundo advento. Assim como saíram os discípulos a pregar: “O tempo está cumprido, o reino de Deus está próximo”, Miller e seus companheiros procla- maram que o período profético mais longo e o último apresentado na Bíblia estava a ponto de terminar, que o juízo estava próximo, e que deveria ser inaugurado o reino eterno. A pregação dos dis- cípulos com relação ao tempo, baseava-se nas setenta semanas de Daniel 9 . A mensagem apresentada por Miller e seus companheiros anunciava a terminação dos 2.300 dias de Daniel 8:14 , dos quais as setenta semanas fazem parte. Cada uma dessas pregações se baseava no cumprimento de uma porção diversa do mesmo grande período profético. Do mesmo modo que os primeiros discípulos, Guilherme Miller e seus companheiros não compreenderam inteiramente o significado da mensagem que apresentavam. Erros, que havia muito se achavam estabelecidos na igreja, impediam-nos de chegar a uma interpretação [352] correta de um ponto importante da profecia. Portanto, se bem que proclamassem a mensagem que Deus lhes confiara para transmitir ao mundo, em virtude de uma errônea compreensão do sentido, sofreram desapontamento. Explicando Daniel 8:14 — “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” — Miller, conforme já foi declarado, adotou a opinião geralmente mantida de que a Terra é o santuário, crendo que a purificação deste representava a purificação da Terra pelo fogo, à vinda do Senhor. Quando, pois, achou que o termo dos 2.300 dias estava definidamente predito, concluiu que isto revelava o tempo do segundo advento. Seu erro resultou de aceitar a opinião popular quanto ao que constitui o santuário. No cerimonial típico — sombra do sacrifício e sacerdócio de Cristo — a purificação do santuário era o último serviço realizado pelo sumo sacerdote no conjunto anual das cerimônias ministradas. Era a obra encerradora da expiação — uma remoção ou afastamento do pecado de Israel. Prefigurava a obra final no ministério de nosso
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