O Grande Conflito - EGW
294 O Grande Conflito incessantemente a fim de levar ao mundo a solene advertência do juízo próximo, era vilmente acusado de fanático, mentiroso e patife explorador. O ridículo, a falsidade, o insulto acumulados sobre ele, provo- caram indignados protestos, mesmo por parte da imprensa secular. “Tratar um assunto de tão imponente majestade e terríveis con- seqüências”, com leviandade e linguagem baixa, declaravam mesmo homens mundanos ser “não meramente brincar com os sentimentos de seus propagadores e advogados”, mas “fazer zombaria do dia de juízo, escarnecer da própria Divindade, e desdenhar os terrores de Seu tribunal.” — Bliss. O instigador de todo mal procurava não somente contrariar o [337] efeito da mensagem do advento, mas destruir o próprio mensageiro. Miller fazia aplicação prática da verdade das Escrituras ao coração de seus ouvintes, reprovando-lhes os pecados e perturbando-lhes a satisfação própria; e suas palavras claras e incisivas despertaram inimizade. A oposição manifestada pelos membros da igreja à sua mensagem, animava as classes inferiores a irem mais longe; e cons- piraram alguns dos inimigos para tirar-lhe a vida quando saísse do local da reunião. Santos anjos, porém, estavam na multidão, e um deles, certa vez, sob a forma de homem, tomou o braço desse servo do Senhor e pô-lo a salvo da turba enfurecida. Sua obra ainda não estava terminada, e Satanás e seus emissários viram seus planos frustrados. A despeito de toda a oposição, o interesse no movimento adven- tista continuou a aumentar. As congregações cresceram das dezenas e centenas para milhares. Grande aumento houve nas várias igrejas, mas depois de algum tempo se manifestou o espírito de oposição a esses conversos, e as igrejas começaram a tomar providências disciplinares contra os que tinham abraçado as opiniões de Miller. Este ato provocou uma resposta de sua pena, em escrito dirigido aos cristãos de todas as denominações, insistindo em que, se suas doutrinas eram falsas, se lhe mostrasse o erro pelas Escrituras. “Que temos nós crido”, disse ele, “que não nos tenha sido or- denado pela Palavra de Deus, a qual, vós mesmos o admitis, é a regra e a única regra de nossa fé e prática? Que temos nós feito que provocasse tão virulentas acusações contra nós, do púlpito e da imprensa, e vos desse motivo justo para excluir-nos [os adventistas]
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