O Grande Conflito - EGW
264 O Grande Conflito Do calabouço, da tortura, da forca, onde santos e mártires tes- tificaram da verdade, vem através dos séculos a voz de sua fé e esperança. Estando “certos da ressurreição pessoal de Cristo e, por conseguinte, de sua própria, por ocasião da vinda de Jesus”, diz um desses cristãos, “desprezavam a morte, e verificava-se estarem acima dela.” — O Reino de Cristo Sobre a Terra, ou A Voz da Igreja em [303] Todos os Séculos, Daniel T. Taylor. Estavam dispostos a descer ao túmulo, para que pudessem “ressuscitar livres.” — A Voz da Igreja, Taylor. Esperavam pelo “Senhor a vir do Céu, nas nuvens, com a glória de Seu Pai”, “trazendo aos justos os tempos do reino.” Os valdenses acariciavam a mesma fé. — Taylor. Wycliffe aguardava o aparecimento do Redentor, como a esperança da igreja. — Ibidem. Lutero declarou: “Convenço-me, em verdade, de que o dia do juízo não está para além de trezentos anos. Deus não quer, não pode suportar por muito tempo mais este ímpio mundo.” “Aproxima-se o grande dia, em que se subverterá o rei da abominação.” — Ibidem. “Este velho mundo não está longe de seu fim”, disse Melâncton. Calvino manda aos cristãos “não hesitarem, desejando ardentemente o dia da vinda de Cristo como o mais auspicioso de todos os aconte- cimentos”; e declara que “a família inteira dos fiéis conservará em vista aquele dia.” “Devemos ter fome de Cristo, devemos buscá-Lo, contemplá-Lo”, diz ele “até à aurora daquele grande dia, em que o nosso Senhor amplamente manifestará a glória do Seu Reino.” — Ibidem. “Não levou nosso Senhor Jesus nossa carne para o Céu?” disse Knox, o reformador escocês, “e não voltará Ele? Sabemos que vol- tará, e isso dentro em breve.” Ridley e Latimer, que depuseram a vida pela verdade, esperaram pela fé a vinda do Senhor. Ridley escreveu: “O mundo, creio-o eu e portanto o digo, chegará sem dúvida ao fim. De coração clamemos com João, o servo de Deus, a Cristo nosso Salvador: Vem, Senhor Jesus, vem.” — Ibidem. “Os pensamentos que se relacionam com a vinda do Senhor”, disse Baxter, “são dulcíssimos e mui gozosos para mim.” — Obras, Richard Baxter. “É a obra da fé, e do caráter de Seus santos, amar Seu aparecimento e aguardar o cumprimento da bem-aventurada esperança.” “Se a morte é o último inimigo a ser destruído na res- surreição, podemos saber quão fervorosamente deveriam os crentes anelar a segunda vinda de Cristo e por ela orar, sendo então que
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