O Grande Conflito - EGW

O mais sagrado direito do homem 257 os corvos me alimentaram no deserto.” E uma árvore oca muitas [295] vezes lhe serviu de abrigo. — Martyn. Assim continuou a penosa fuga através da neve e das florestas, até que encontrou refúgio numa tribo indígena, cuja confiança e afeição conquistara enquanto se esforçava por lhes ensinar as verdades do evangelho. Tomando finalmente, depois de meses de sofrimentos e vague- ações, rumo às praias da Baía de Narragansett, lançou ali os fun- damentos do primeiro Estado dos tempos modernos que, no mais amplo sentido, reconheceu o direito da liberdade religiosa. O princípio fundamental da colônia de Roger Williams era “que todo homem teria liberdade para adorar a Deus segundo os ditames de sua própria consciência.” — Martyn. Seu pequeno Estado — Rhode Island — tornou-se o refúgio dos oprimidos, e cresceu e pros- perou até que seus princípios básicos — a liberdade civil e religiosa — se tornaram as pedras angulares da República Americana. No grandioso e antigo documento que aqueles homens estabele- ceram como a carta de seus direitos — a Declaração de Independên- cia — afirmavam: “Consideramos como verdade evidente que todas as pessoas foram criadas iguais; que foram dotadas por seu Criador de certos direitos inalienáveis, encontrando-se entre estes a vida, a liberdade e a busca da felicidade.” E a Constituição garante, nos termos mais explícitos, a inviolabilidade da consciência: “Nenhum requisito religioso jamais se exigirá como qualificação para qualquer cargo de confiança pública nos Estados Unidos.” “O Congresso não fará nenhuma lei que estabeleça uma religião ou proíba seu livre exercício.” “Os elaboradores da Constituição reconheceram o eterno prin- cípio de que a relação do homem para com o seu Deus está acima de legislação humana, e de que seus direitos de consciência são inalienáveis. Não foi necessário o raciocínio para estabelecer esta verdade; temos consciência dela em nosso próprio íntimo. É essa consciência que, em desafio às leis humanas, tem sustentado tantos mártires nas torturas e nas chamas. Sentiam que seu dever para com Deus era superior às ordenanças humanas, e que nenhum homem [296] poderia exercer autoridade sobre sua consciência. É um princípio inato que nada pode desarraigar.” — Documentos do Congresso (Estados Unidos da América do Norte).

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