O Grande Conflito - EGW
A Escritura Sagrada e a Revolução Francesa 239 de Deus. A Palavra da verdade jazeu morta em suas ruas, e os que odiavam as restrições e exigências da lei de Deus estavam jubilosos. Os homens publicamente desafiavam o rei dos Céus. Semelhantes aos pecadores da antiguidade, clamavam: “Como o sabe Deus? ou há conhecimentos no Altíssimo?” Salmo 73:11 . Com blasfema ousadia, que se diria incrível, disse um dos padres da nova ordem: “Deus, se existis, vingai Vosso nome injuriado. Eu Vos desafio! Conservais-Vos em silêncio; não ousais fazer uso de Vossos trovões. Quem depois disso crerá em Vossa existência?” — [275] História, de Lacretelle, e História da Europa, de Alison. Que eco fiel é isto, da pergunta de Faraó: “Quem é o Senhor para que eu obedeça a Sua voz?” “Não conheço o Senhor!” “Disse o néscio em seu coração: Não há Deus.” Salmo 14:1 . E declara o Senhor relativamente aos que pervertem a verdade: “A todos será manifesto o seu desvario.” 2 Timóteo 3:9 . Depois que a França renunciou ao culto do Deus vivo, “o Alto e o Sublime que habita na eternidade”, pouco tempo se passou até descer ela à idolatria degradante, pelo culto da deusa da Razão, na pessoa de uma mulher dissoluta. E isto na assembléia representativa da nação, e pe- las suas mais altas autoridades civis e legislativas! Diz o historiador: “Uma das cerimônias deste tempo de loucuras permanece sem rival pelo absurdo combinado com a impiedade. As portas da convenção foram abertas de par em par a uma banda de música, seguida dos membros da corporação municipal, que entraram em solene procis- são, cantando um hino de louvor à liberdade e escoltando, como o objeto de seu futuro culto, uma mulher coberta com um véu, a quem denominavam a deusa da Razão. Levada à tribuna, tirou-se-lhe o véu com grande pompa, e foi colocada à direita do presidente, sendo por todos reconhecida como dançarina de ópera. ... A essa pessoa, como mais apropriada representante da razão a que adoravam, a Convenção Nacional da França prestou homenagem pública. “Essa momice, ímpia e ridícula, entrou em voga; e o instituir a deusa da Razão foi repetido e imitado, por todo o país, nos lugares em que os habitantes desejavam mostrar-se à altura da Revolução.” — Scott. Disse o orador que apresentou o culto da Razão: “Legislado- res! O fanatismo foi substituído pela razão. Seus turvos olhos não poderiam suportar o brilho da luz. Neste dia, imenso público se
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