O Grande Conflito - EGW
Progressos na Inglaterra 229 esse amor, e nos fará humildes, mansos e santos; lançamos mão deste evangelho, destas alegres novas; é-nos feito segundo a nossa fé; e ‘a justiça da lei se cumpre em nós’, pela fé em Cristo Jesus. ... “Entre os mais acérrimos inimigos do evangelho de Cristo”, disse Wesley, “estão os que aberta e explicitamente ‘julgam a lei’, ‘falam mal da lei’; ensinam os homens a destruir (anular, afrouxar, desfazer a obrigação de observância), não apenas um dos menores ou dos maiores mandamentos, mas todos eles, de uma vez. ... A mais surpreendente de todas as circunstâncias que acompanham este grande engano, é que os que a ele se entregam crêem que realmente honram a Cristo subvertendo Sua lei, e que estão a engrandecer-Lhe o caráter quando se encontram a destruir Sua doutrina! Sim, honram- nO, exatamente como fez Judas, quando disse: ‘Eu Te saúdo, Mestre, e O beijou.’ E Ele pode de maneira igualmente justa dizer a cada um deles: ‘Trais o Filho do homem com um beijo?’ Não é outra coisa senão traí-Lo com um beijo, falar de Seu sangue e arrancar-Lhe a coroa, considerando levianamente qualquer parte de Sua lei, sob o pretexto de fazer avançar Seu evangelho. Nem em verdade poderá escapar desta acusação alguém que pregue a fé de qualquer maneira que, direta ou indiretamente, tenda a pôr de parte qualquer ponto de obediência; que pregue a Cristo de modo a, de qualquer forma, anular ou enfraquecer o menor dos mandamentos de Deus.” —Obras de Wesley. [264] Aos que insistiam em que “a pregação do evangelho responde a todos os fins da lei”, Wesley replicava: “Isto negamos expressa- mente. Não corresponde ao primeiro objetivo da própria lei, a saber: convencer os homens do pecado, despertar aos que ainda dormem às bordas do inferno.” O apóstolo Paulo declara que “pela lei vem o conhecimento do pecado”; “e antes que o homem esteja convicto do pecado, não sentirá verdadeiramente a necessidade do sangue expiatório de Cristo. ... ‘Não necessitam de médico os que estão sãos’, como nosso Senhor mesmo observa, ‘mas, sim, os que es- tão enfermos’. É absurdo, portanto, oferecer médico aos que estão sãos, ou que ao menos se imaginam assim. Deveis primeiramente convencê-los de que estão doentes; de outra maneira não vos agra- decerão o trabalho. É igualmente absurdo oferecer Cristo àqueles cujo coração está são, não tendo ainda sido quebrantado.” — Obras de Wesley.
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