O Grande Conflito - EGW

222 O Grande Conflito ingleses. Os alemães calmamente continuaram a cantar. Perguntei a um deles, depois: ‘Não ficastes com medo?’ Ele respondeu: ‘Graças a Deus, não!’ Perguntei: ‘Mas não ficaram com medo vossas mu- lheres e crianças?’ Respondeu brandamente: ‘Não, nossas mulheres e crianças não têm medo de morrer.’” — Vida de João Wesley, de Whitehead, pág. 10. Ao chegar a Savannah, Wesley demorou-se por um pouco de tempo com os morávios, ficando profundamente impressionado com a sua conduta cristã. Descrevendo um de seus cultos religiosos, que oferecia grande contraste com o culto formalista da igreja da Ingla- terra, disse: “A grande simplicidade, assim como a solenidade que em tudo se notava, quase me fizeram esquecer os dezessete séculos decorridos, e imaginar-me eu numa daquelas assembléias onde não havia formas nem pompas, mas onde Paulo, o fabricante de tendas, ou Pedro, o pescador, presidiam, e contudo havia demonstração do Espírito e poder.” — Ibidem, págs. 11 e 12. Ao voltar para a Inglaterra, Wesley, sob a instrução de um pre- gador morávio, chegou a um entendimento mais claro da fé bíblica. Ficou convencido de que deveria renunciar a toda confiança em suas [256] próprias obras para a salvação, e que lhe cumpria confiar inteira- mente no “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” Em uma reunião da Sociedade Morávia de Londres, foi lida uma declaração de Lutero, descrevendo a mudança que o Espírito de Deus opera no coração do crente. Ao ouvi-la, acendeu-se a fé na alma de Wesley. “Senti o coração aquecido de maneira estranha”, disse ele. “Senti que confiava em Cristo, Cristo somente, para a salvação; e foi-me concedida certeza de que Ele tirara meus pecados, sim, os meus, e me salvara da lei do pecado e da morte.” — Vida de João Wesley, de Whitehead, pág. 52. Durante longos e sombrios anos de esforços exaustivos, anos de rigorosa renúncia, acusações e humilhações, Wesley havia-se conser- vado firme em seu único propósito de procurar a Deus. Encontrou-O, por fim; e achou que a graça que labutara por alcançar pelas orações e jejuns, obras de caridade e abnegação, era um dom, “sem dinheiro, e sem preço”. Uma vez estabelecido na fé cristã, ardia-lhe a alma do desejo de espalhar por toda parte o conhecimento do glorioso evangelho da livre graça de Deus. “Considero o mundo todo minha paróquia”,

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