O Grande Conflito - EGW
212 O Grande Conflito volvamos ao obscuro teatro da Suécia, e aos humildes nomes de Olavo e Lourenço Petri — desde os mestres até aos discípulos — que encontramos? ... Eruditos e teólogos; homens que perfeitamente se assenhorearam de todo o sistema das verdades evangélicas, e que ganharam vitória fácil sobre os sofismas das escolas e dos dignitários de Roma.” — Wylie. Como resultado desta disputa, o rei da Suécia aceitou a fé protes- tante, e não muito tempo depois a assembléia nacional declarou-se a seu favor. O Novo Testamento fora traduzido por Olavo Petri para a língua sueca e, atendendo ao desejo do rei, os dois irmãos empreen- deram a tradução da Bíblia inteira. Assim, pela primeira vez o povo da Suécia recebeu a Palavra de Deus em sua língua materna. Foi ordenado pela Dieta que por todo o reino os pastores explicassem as Escrituras e que às crianças nas escolas se ensinasse a ler a Bíblia. Ininterrupta e seguramente as trevas da ignorância e superstição foram dissipadas pela bem-aventurada luz do evangelho. Liberta da opressão romana, a nação atingiu força e grandeza que nunca dantes havia alcançado. A Suécia tornou-se um dos baluartes do protestantismo. Um século mais tarde, em tempo de grave perigo, esta pequena e até ali fraca nação — a única na Europa que ousou prestar auxílio — foi em livramento da Alemanha nas terríveis lutas da Guerra dos Trinta Anos. Toda a Europa do norte parecia a ponto de novamente cair sob a tirania de Roma. Foram os exércitos da Suécia que habilitaram a Alemanha a desviar a onda do êxito papal, a conquistar tolerância aos protestantes — calvinistas bem como luteranos — e a restabelecer a liberdade de consciência nos países que haviam abraçado a Reforma. [245]
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