O Grande Conflito - EGW
202 O Grande Conflito e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.” 1 Coríntios 1:27, 25 . Froment iniciou o seu trabalho como mestre-escola. As verdades [233] que na escola ensinava às crianças, estas repetiam em casa. Logo os pais foram ouvir a explicação da Bíblia, até que a sala de aulas se encheu de atentos ouvintes. Novos Testamentos e folhetos foram livremente distribuídos, e atingiram a muitos que não ousavam ir abertamente ouvir as novas doutrinas. Depois de algum tempo este obreiro foi também obrigado a fugir; mas as verdades que ensi- nara tinham tomado posse do espírito das pessoas. A Reforma fora implantada, e continuou a se fortalecer e estabelecer-se. Os prega- dores voltaram e, mediante seus trabalhos, o culto protestante foi finalmente estabelecido em Genebra. A cidade já se havia declarado pela Reforma, quando Calvino, depois de vagueações e vicissitudes várias, entrou por suas portas. Voltando de sua última visita à terra natal, estava a caminho de Ba- siléia, quando, encontrando a estrada direta ocupada pelos exércitos de Carlos V, foi obrigado a tomar um desvio por Genebra. Nessa visita Farel reconheceu a mão de Deus. Posto que Genebra houvesse aceitado a fé reformada, precisava ainda ser ali efetuada uma grande obra. Não é em grupos mas como indivíduos que os ho- mens se convertem a Deus. A obra de regeneração deve ser realizada no coração e consciência, pelo poder do Espírito Santo, e não pelos decretos dos concílios. Ao passo que o povo de Genebra repelia a autoridade de Roma, não se mostrava tão pronto para renunciar aos vícios que haviam florescido sob o seu domínio. Estabelecer ali os puros princípios do evangelho, e preparar esse povo para preencher dignamente a posição a que a Providência parecia chamá-los, não era fácil tarefa. Farel confiava em que houvesse encontrado em Calvino a pessoa que o pudesse assistir naquela obra. Em nome de Deus conjurou sole- nemente o jovem evangelista a que ficasse e ali trabalhasse. Calvino recuou, alarmado. Tímido e amante da paz, arreceava-se do contato com o espírito ousado, independente e mesmo violento daquele filho de Genebra. Sua debilidade de saúde juntamente com seus hábitos de estudo, levaram-no a procurar o retiro. Crendo que pela pena [234] melhor poderia servir a causa da reforma, desejou encontrar um silencioso retiro para o estudo, e ali, pela imprensa, instruir e edificar
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy ODMwNg==