O Grande Conflito - EGW
172 O Grande Conflito se desviara e não poderia conformar-se com o mesmo sem perigo de revolta, não deveriam ao menos efetuar qualquer nova Reforma, não tocariam em nenhum ponto controvertido, não se oporiam à celebração da missa, não permitiriam que católico romano algum abraçasse o luteranismo.” — D’Aubigné. Essa medida foi aprovada na Dieta, com grande satisfação dos sacerdotes e prelados papais. Se esse edito fosse executado, “a Reforma não poderia nem estender-se... onde por enquanto era desconhecida, nem estabelecer- se sobre sólidos fundamentos... onde já existia.” — D’Aubigné. A liberdade da palavra seria proibida. Não se permitiriam conversões. E exigiu-se dos amigos da Reforma de pronto se submetessem a essas restrições e proibições. As esperanças do mundo pareciam a ponto de se extinguir. “O restabelecimento da hierarquia romana... infalivelmente traria de novo os antigos abusos”; e encontrar-se- ia facilmente uma ocasião para “completar a destruição de uma obra já tão violentamente abalada” pelo fanatismo e dissensão. — D’Aubigné. Reunindo-se o partido evangélico para consulta, entreolharam-se os presentes, pálidos de terror. De um para outro circulava a per- gunta: “Que se poderá fazer?” Graves lances em relação ao mundo eram iminentes. “Submeter-se-ão os chefes da Reforma, e aceitarão [200] o edito? Quão facilmente, nessa crise, em verdade tremenda, pode- riam os reformadores ter argumentado consigo mesmos de maneira errônea! Quantos pretextos plausíveis e boas razões poderiam ter encontrado para a submissão! Aos príncipes luteranos era garantido o livre exercício de sua religião. O mesmo favor era estendido a to- dos os seus súditos que, anteriormente à aprovação daquela medida, haviam abraçado as idéias reformadas. Não deveria isto contentá- los? Quantos perigos não evitaria a submissão! Em quantos acasos e conflitos desconhecidos não haveria a oposição de lançá-los? Quem sabe que oportunidades poderá trazer o futuro? Abracemos a paz; agarremos o ramo de oliveira que Roma apresenta e curemos as feri- das da Alemanha. Com argumentos semelhantes a estes poderiam os reformadores ter justificado a adoção de uma conduta que, com certeza, em não muito tempo resultaria na total destruição de sua causa. “Felizmente consideraram o princípio sobre o qual aquele acordo se baseava, e agiram com fé. Qual era o princípio? Era o direito
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy ODMwNg==