O Grande Conflito - EGW
158 O Grande Conflito Oecolampadius, modesto e não confiante em si próprio, arrece- ara-se do combate, e para ele entrara com esta solene confissão: “Não reconheço outra norma para julgar a não ser a Palavra de Deus.” — D’Aubigné. Posto que gentil e cortês nas maneiras, mos- trou-se capaz e persistente. Enquanto os católicos, romanos, segundo seu hábito, apelavam para os costumes da igreja como autoridade, o reformador apegava-se firmemente às Escrituras Sagradas. “O costume”, dizia ele, “não tem força alguma em nossa Suíça, a menos que esteja de acordo com a constituição; ora, em assunto de fé, a Bíblia é a nossa constituição.” — D’Aubigné. [184] O contraste entre os dois contendores não era destituído de efeito. O raciocínio calmo, claro, do reformador, tão gentil e modestamente apresentado, falava aos espíritos que se desviavam desgostosos das afirmações jactanciosas e violentas de Eck. A discussão continuou por dezoito dias. Em seu termo, os repre- sentantes do papa, com grande confiança, pretenderam a vitória. A maior parte dos delegados ficaram ao lado de Roma, e a Dieta decla- rou vencidos os reformadores, e notificou que eles, juntamente com Zwínglio, seu chefe, estavam separados da igreja. Mas os frutos da conferência revelaram de que lado estava a vantagem. A contenda re- sultou em forte impulso para a causa protestante, e não muito tempo depois, as importantes cidades de Berna e Basiléia se declararam pela Reforma. [185]
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