O Grande Conflito - EGW
A luz na Suíça 155 Deus habite, ali se desperta um zelo que insta com os homens e os impele às boas obras.” — D’Aubigné. Tal era o interesse na pregação de Zwínglio que a catedral não comportava as multidões que o vinham ouvir. Pouco a pouco, à medida em que o podiam suportar, desvendava a verdade a seus ouvintes. Tinha o cuidado de não introduzir a princípio pontos que os assustariam, criando preconceitos. Seu trabalho era conquistar- lhes o coração para os ensinos de Cristo, abrandá-lo por Seu amor, e diante deles conservar Seu exemplo; e recebendo eles os princípios do evangelho, suas crenças e práticas supersticiosas inevitavelmente desapareceriam. Passo a passo avançava a Reforma em Zurique. Alarmados, seus inimigos levantaram-se em ativa oposição. Um ano antes o monge de Wittenberg proferira o seu “Não” ao papa e ao imperador, em Worms, e agora tudo parecia indicar uma resistência semelhante às pretensões papais em Zurique. Reiterados ataques foram feitos contra Zwínglio. Nos cantões papais, de tempos em tempos, discí- pulos do evangelho eram levados à tortura, mas isto não bastava; o ensinador de heresias deveria ser reduzido ao silêncio. De acordo com isto, o bispo de Constança enviou três delegados ao conselho de Zurique, acusando Zwínglio de ensinar o povo a transgredir as leis da igreja, pondo assim em perigo a paz e a boa ordem da sociedade. [181] Se a autoridade da igreja fosse posta de lado, insistia ele, resultaria anarquia universal. Zwínglio replicou que durante quatro anos esti- vera a ensinar o evangelho em Zurique, “que era mais silenciosa e pacífica que qualquer outra cidade da confederação.” “Não é, então”, disse ele, “o cristianismo a melhor salvaguarda da segurança geral?” — Wylie. Os delegados aconselharam os membros do conselho a permane- cer na igreja, fora da qual, declararam, não havia salvação. Zwínglio respondeu: “Não vos mova esta acusação. O fundamento da igreja é a mesma Rocha, o mesmo Cristo, que deu a Pedro seu nome por- que ele O confessou fielmente. Em todo país, quem quer que creia de todo o coração no Senhor Jesus, é aceito por Deus. Esta, ver- dadeiramente, é a igreja, fora da qual ninguém pode salvar-se.” — D’Aubigné. Como resultado da conferência, um dos delegados do bispo aceitou a fé reformada.
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