O Grande Conflito - EGW

150 O Grande Conflito de Cristo, de quem sou soldado, e que unicamente é o meu Chefe. Nunca uma só palavra foi por mim escrita a Lutero, nem por Lutero a mim. E por quê?... Para que se pudesse mostrar quanto é consigo mesmo concorde o Espírito de Deus, visto que nós ambos, sem qual- quer combinação comum, ensinamos a doutrina de Cristo com tal uniformidade.” — D’Aubigné. Em 1516 Zwínglio foi convidado para ser pregador no convento de Einsiedeln. Ali deveria ter mais nítida perspectiva das corrupções de Roma e, como reformador, exercer uma influência que seria sen- tida muito além de seus Alpes nativos. Entre as principais atrações de Einsiedeln havia uma imagem da Virgem que diziam ter o poder de operar milagre. Por sobre o portal do convento estava a inscrição: “Aqui se pode obter remissão plenária dos pecados.” — D’Aubigné. Em todo tempo acorriam peregrinos ao relicário da Virgem, mas na [175] grande festa anual de sua consagração, vinham multidões de todas as partes da Suíça, e mesmo da França e da Alemanha. Zwínglio, grandemente aflito ante o que via, aproveitou a oportunidade para proclamar àqueles escravos das superstições a liberdade mediante o evangelho. “Não imagineis”, disse ele, “que Deus está neste templo mais do que em qualquer outra parte da criação. Qualquer que seja o país em que habiteis, Deus está em redor de vós, e vos ouve. ... Podem obras sem proveito, longas peregrinações, ofertas, imagens, invocações da Virgem ou dos santos assegurar-vos a graça de Deus? ... Que vale a multidão de palavras em que envolvemos nossas orações? Que eficácia têm um capuz luzidio, cabeça bem rapada, vestes bem compridas e flutuantes, ou chinelas bordadas a ouro?... Deus olha para o coração, e nosso coração está longe dEle.” “Cristo”, disse ele, “que uma vez foi oferecido sobre a cruz, é o sacrifício e vítima, que por toda a eternidade proveu satisfação para os pecados dos crentes.” — D’Aubigné. Por muitos ouvintes estes ensinos não eram bem aceitos. Era- lhes amarga decepção dizer-se-lhes que sua penosa jornada fora feita sem proveito. O perdão que livremente lhes era oferecido por meio de Cristo, não o podiam compreender. Estavam satisfeitos com o velho caminho para o Céu, que Roma lhes indicara. Recuavam ante a perplexidade de pesquisar qualquer coisa melhor. Era mais fácil

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