O Grande Conflito - EGW
O poder triunfante da verdade 141 a honra da nação. Apontavam para as calamidades que se seguiram à morte de Huss e declaravam que não ousavam atrair sobre a Alema- nha e sobre a cabeça de seu jovem imperador, a repetição daqueles terríveis males. O próprio Carlos, respondendo à vil proposta, disse: “Embora fossem a honra e a fé banidas do mundo todo, deveriam encontrar um refúgio no coração dos príncipes.” — D’Aubigné. Houve ainda insistência por parte dos mais encarniçados inimigos papais de Lu- tero, a fim de tratar o reformador como Sigismundo fizera com Huss — abandonando-o à mercê da igreja; mas lembrando-se da cena em que Huss, em assembléia pública, apontara a suas cadeias e lem- brara ao monarca a sua fé empenhada, Carlos V declarou: “Eu não gostaria de corar como Sigismundo.” — (Ver História do Concílio de Constança, de Lenfant.) Não obstante, Carlos havia deliberadamente rejeitado as verda- des apresentadas por Lutero. “Estou firmemente resolvido a imitar o exemplo de meus maiores”, escreveu o monarca. Decidira não sair [164] da senda do costume, mesmo para andar nos caminhos da verdade e justiça. Porque seus pais o fizeram, ele apoiaria o papado, com toda a sua crueldade e corrupção. Assim, assumiu sua posição, recu- sando-se a aceitar qualquer luz em acréscimo à que seus pais haviam recebido, ou cumprir qualquer dever que eles não cumpriram. Muitos hoje se apegam de modo idêntico aos costumes e tradi- ções de seus pais. Quando o Senhor lhes envia mais luz, recusam-se a aceitá-la porque, não havendo ela sido concedida a seus pais, não foi por estes acolhida. Não estamos colocados onde nossos pais se achavam; conseqüentemente nossos deveres e responsabilidades não são os mesmos. Não seremos aprovados por Deus olhando para o exemplo de nossos pais a fim de determinar nosso dever, em vez de pesquisar por nós mesmos a Palavra da verdade. Nossa respon- sabilidade é maior do que foi a de nossos antepassados. Somos responsáveis pela luz que receberam, e que nos foi entregue como herança; somos também responsáveis pela luz adicional que hoje, da Palavra de Deus, está a brilhar sobre nós. Disse Cristo acerca dos judeus incrédulos: “Se Eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas agora não têm des- culpa do seu pecado.” João 15:22 . O mesmo poder divino falara por intermédio de Lutero ao imperador e príncipes da Alemanha. E, ao
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