O Grande Conflito - EGW

A influência de um bom lar 121 que diligentemente trabalhem para explicar as Santas Escrituras, e gravá-las no coração dos jovens. Não aconselho ninguém a pôr seu filho onde as Escrituras não reinem supremas. Toda instituição em que os homens não se achem incessantemente ocupados com a Palavra de Deus, tem de tornar-se corrupta.” — D’Aubigné. Esse apelo circulou rapidamente por toda a Alemanha e exer- ceu poderosa influência sobre o povo. A nação toda foi abalada, e multidões se animaram a arregimentar-se em redor do estandarte da Reforma. Os oponentes de Lutero, ardentes no desejo de vingança, insistiam em que o papa tomasse medidas decisivas contra ele. De- cretou-se que suas doutrinas fossem imediatamente condenadas. Sessenta dias foram concedidos ao reformador e a seus adeptos, fin- dos os quais, se não abjurassem, deveriam todos ser excomungados. Foi uma crise terrível para a Reforma. Durante séculos, a sen- tença de excomunhão, de Roma, ferira de terror a poderosos monar- cas; enchera fortes impérios de desgraça e desolação. Aqueles sobre quem caía sua condenação, eram universalmente considerados com espanto e horror; cortavam-se-lhes as relações com seus semelhan- tes, e eram tratados como proscritos que se deveriam perseguir até à exterminação. Lutero não tinha os olhos fechados à tempestade prestes a irromper sobre ele, mas permaneceu firme, confiando em que Cristo lhe seria apoio e escudo. Com fé e coragem de mártir escreveu: “O que está para acontecer não sei, nem cuido em sabê-lo. ... Caia onde cair o golpe, não tenho receio. Nem ao menos uma folha tomba ao solo sem a vontade de nosso Pai. Quanto mais não cuidará Ele de nós! Coisa fácil é morrer pela Palavra, visto que a própria Palavra ou o Verbo, que Se fez carne, morreu. Se morrermos com Ele, com Ele viveremos; e passando por aquilo por que Ele passou antes de nós, estaremos onde Ele está, e com Ele habitaremos para sempre.” — D’Aubigné. Quando a bula papal chegou a Lutero, disse ele: “Desprezo- a e ataco-a como ímpia, falsa. ... É o próprio Cristo que nela é [142] condenado. ... Regozijo-me por ter de suportar tais males pela melhor das causas. Sinto já maior liberdade em meu coração; pois finalmente sei que o papa é o anticristo, e que o seu trono é o do próprio Satanás.” — D’Aubigné. Todavia a ordem de Roma não foi sem efeito. A prisão, tortura e espada eram armas potentes para forçar à obediência. Os fracos

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