Contagem Regressiva - Livro do ano de 2026

5 Introdução REVELAÇÃO DIVINA Se você perguntar às pessoas, verá que a maioria delas relaciona o Apocalipse a tragédias, destruição, pragas, fim do mundo e mistérios in- compreensíveis. Mas o que diz o próprio livro? Veja a sua frase inicial: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer” (Apocalipse 1:1). OApocalipse é uma revelação; não se trata de coisasmisteriosas. Pormeio dele, Deus quer apresentar algo muito importante para os seres humanos. Algo que “em breve [deve] acontecer”; algo de consequências eternas para as pessoas, famílias e nações. É a resposta divina para a humanidade confu- sa e desorientada, diante de tantos desafios. Mas como entendê-lo sem ser- mos vítimas do fanatismo? Qual é amensagemdo Apocalipse para nós hoje? CONTEXTO HISTÓRICO Para entender o Apocalipse, é preciso conhecer seu contexto histórico. Quem o escreveu? Para quem foi destinado? Qual era o cenário político, social e religioso do mundo na época em que foi redigido? Não se pode realizar um estudo sério do Apocalipse sem conhecer esses detalhes. No que se refere à autoria, a maior parte das fontes históricas sobre o livro, bem como as evidências internas, indica que João, o discípulo de Jesus, foi seu autor. Na época em que o livro foi escrito, João era o único dos discípulos ainda vivo. Ele era tão conhecido nas igrejas de seu tem- po que não precisava assinar mais do que João, servo de Jesus Cristo. Nessa época, Roma dominava o mundo político e o culto ao impera- dor era obrigatório. Todos deveriam adorá-lo. A razão desse culto era simples: o Império Romano era formado por um quadro heterogêneo de pessoas, com diferentes culturas e línguas. O que fazer para conservar a unidade dentro de tanta diversidade? A história prova que não exis- te melhor fator de homogeneidade do que uma religião comum a todos. O problema era que nenhuma religião ou deus local poderiam ser fa- cilmente aceitos em todos os lugares. Havia, porém, uma figura conheci- da e temida no mundo político: o imperador. Sua autoridade transcendia fronteiras. Por que não tornar o imperador uma forma de divindade? Negar-se a adorá-lo não era apenas um ato de irreligiosidade, mas uma demonstração de insubordinação política. Se alguém se negasse

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