Contagem Regressiva - Livro do ano de 2026

39 Feras Insaciáveis comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem en- tendimento calcule o número da besta, pois é número de ser huma- no. E esse número é seiscentos e sessenta e seis (Apocalipse 13:11-18). Com esses versículos em mente, analisemos as características da se- gunda besta, que também é chamada no Apocalipse de falso profeta (compare a passagem de 13:14 com a de 19:20): (1) É um poder que, apa- rentemente, se parece com um cordeiro, mas, na realidade, ruge como dragão. Como o cordeiro é o símbolo de Jesus e o dragão é o símbolo de Satanás, a Bíblia nos fala de um poder que se apresenta revestido de pie- dade cristã, um falso profeta, mas que, na verdade, representa os objetivos escusos do inimigo de Deus. (2) Esse poder coloca toda a sua força a ser- viço da primeira besta. Faz com que a terra e os seus habitantes a adorem. Não exige adoração para si, mas para a primeira besta. (3) É um poder que pretende imitar os sinais e as maravilhas operados por Deus, ao fa- zer “descer fogo do céu” (v. 13). (4) Além de dar autoridade à primeira bes- ta, exige obediência a uma imagem dela e até decreta a morte para os que não a adorarem. Isso quer dizer que esse poder tem a prerrogativa política de determinar quem deve morrer ou viver. (5) Ordena colocar a marca da besta sobre todas as pessoas, a fim de que aqueles que não tiverem a mar- ca não possam comprar nem vender. Em outras palavras, esse poder tem a capacidade econômica de sancionar ou embargar atividades comerciais. Para saber quem simboliza a segunda besta, é preciso se perguntar o seguinte: Existe algum poder político e econômico que articule a fé cris- tã para alcançar objetivos nefastos? Que poder no mundo é capaz de en- cantar as nações com as suas maravilhas? Que potência mundial tem o poderio militar e econômico para fazer valer a sua vontade? Não é difícil identificar esse poder que, segundo a Bíblia, exerceria sua influência após o término do período de perseguição da igreja, os 1.260 anos da profecia, quando a primeira besta recebeu uma ferida mortal. Trata-se de um poder político e econômico que, embora não seja essencialmente religioso, se reveste de religiosidade, torna-se uma po- tência mundial nos dias finais da história deste mundo e obriga a huma- nidade a adorar a primeira besta e a sua imagem.

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