Contagem Regressiva - Livro do ano de 2026
22 CONTAGEM REGRESSIVA simboliza o período de pureza da igreja, você pode imaginar o grau de degradação representado pelo terceiro cavaleiro. Essa é a igreja que se estende do início do 4 o século até o começo da Idade Média. Um dos principais marcos desse período foi a conversão de Constantino. Ao se tornar cristão, o imperador pôs fim às perseguições sistemáticas que a igreja havia sofrido desde o 1 o século. Entretanto, ele também levou para a igreja o domingo como dia especial de adoração. Os cristãos nunca se atreveriam a adorar o Sol, mas fizeram uma peque- na concessão ao adorar a Deus no dia dedicado a essa estrela. “Quase nada”, você percebe? O sábado foi considerado apenas um detalhe. O im- portante era adorar o verdadeiro Deus, sem dar muita atenção ao dia de guarda. Dessa maneira, o inimigo conseguiu corromper o quarto man- damento da lei de Deus. Ao se tornar posteriormente a religião do império, o cristianismo viu um aumento significativo do número de membros. Havia igrejas nas metrópoles da época, que passaram a ocupar antigos templos pagãos. A quem elas deviam obedecer? Tinha que haver um líder. “Como Jesus não está mais presente, alguém deve assumir a liderança da igreja”, pen- savam alguns. E o mais natural é que fosse o bispo de alguma das igre- jas existentes. Mas quem? Se Roma era o poder político que dominava o mundo, seria lógi- co que o bispo de Roma passasse a ter o comando da cristandade. Gradativamente, mais do que liderar a igreja, ele também conquis- tou grande autoridade sobre questões políticas. Por fim, com a que- da do Império Romano, a única autoridade que permaneceu foi a do bispo da igreja de Roma, antiga sede do poder político. O po- der desse líder religioso não era mais apenas espiritual; era tam- bém político e social. Depois de o apóstolo João ver o cavaleiro montado no cavalo pre- to com uma balança na mão, ele ouve uma voz dizendo: “Uma medi- da de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário” (Apocalipse 6:6). Essa era a quantidade mínima para a sobrevivência de uma pessoa nos tempos antigos, geralmente, a ração que um soldado ou um escravo recebiam. No entanto, o valor de um denário era bem supe- rior ao preço daquela ração.
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